

Na passada terça-feira enquanto a Palmela, o Quilates, a Safira e respectivos cavaleiros se preparavam para mais uma aula, chegou ao picadeiro o Tango que logo se mostrou pouco disponível para ser montado, pois rapidamente se viu livre do seu cavaleiro.
Sem peso no seu dorso e em liberdade total, o Tango não resistiu ao charme sedutor da Palmela e investida sobre investida, foi causando o caos ao não se deixar agarrar. Ora o cavaleiro que detinha as rédeas da Palmela, não parecia disposto a deixar manchada a reputação da sua égua, defendendo-a e defendendo-se conforme podia, num certo estilo a vagamente lembrar o tourear. No entanto, o Tango não dava mostras de querer desistir, mesmo não sendo correspondido pela Palmela que lhe ia oferencendo valentes coices.
Quando a situação começava a ficar incontrolável, o cavaleiro, num ápice, lá apeou, tendo a Palmela sido conduzida aos seus aposentos com algumas marcas do seu conquistador desajeitado. O Tango saiu de cena e tudo voltou ao quase habitual. Para que não pensasse que era só chegar, ver e vencer foi sujeito a treino intensivo nesse mesmo dia. Aliás, não sei quem ficou mais cansado, se o nosso pinga amor, se o equitador que lhe infligiu uma grandessíssima carga de exercícios.